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Evento na USP analisa os desafios para o Brasil na era da geoeconomia – Jornal da USP


Seminário nesta quinta, 7 de agosto, no Instituto de Estudos Avançados da USP, discute como o País pode enfrentar desafios democráticos no contexto de mudança nas ordens internacional e regional; evento terá transmissão on-line

Mesa em forma da letra U com várias pessoas sentadas em volta e bandeira de países ao fundo
Evento aborda mudança nas ordens internacional e regional e realinhamentos políticos – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Texto: Mauro Bellesa*

Diversos economistas, cientistas políticos e especialistas em relações internacionais afirmam que o mundo está vivendo a era da geoeconomia, caracterizada pela intersecção entre a lógica do conflito e os métodos do comércio, de acordo com definição do estrategista militar e historiador estadunidense Edward Luttwak, que propôs o termo em artigo de 1990.

Os impactos são globais, mas há desafios de governança democrática específicos ao Brasil e à América Latina, segundo os organizadores do seminário O Brasil na Nova Era da Geoeconomia: Como se Situar, como Responder?, que será realizado no dia 7 de agosto, às 9h, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, no campus da USP, no bairro do Butantã, em São Paulo. Para participar presencialmente é preciso preencher formulário on-line. Quem não puder comparecer pode acompanhar a transmissão ao vivo pelo canal do IEA no YouTube.

O encontro analisará tanto esses desafios quanto as estratégias para a inserção do país no cenário internacional. Os debatedores serão:

  • José Roberto Mendonça de Barros, economista, ex-professor da USP e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda; integrou conselhos de diversas empresas e instituições (atualmente participa do Conselho de Administração da Scicrop e do Conselho Consultivo do Scotiabank);
  • Lourdes Sola, livre-docente em Ciência Política e ex-professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, professora sênior do IEA e coordenadora, no instituto, do Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização;
  • Raul Jungmann, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração; foi ministro de quatro pastas (Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública) e presidente do Ibama;
  • Rubens Barbosa, diplomata, ex-embaixador do Brasil nos EUA e no Reino Unidos, integrante do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional (Gacint) do Instituto de Relações Internacionais da USP e presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice).

O seminário é organizado pelo Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização e terá moderação do cientista político Eduardo Viola, vice-coordenador do grupo, pesquisador colaborador do IEA, professor titular aposentado da UnB e professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.

Nova era

Sola e Vila afirmam que o impacto cumulativo dos choques que sucederam ao da crise global de 2008, incluindo a pandemia de covid-19, tem sido interpretado como evidência da mudança sistêmica representada pela geoeconomia e sua conjunção entre interesses econômicos e de segurança e defesa.

“A questão de como navegar uma avalanche de riscos geopolíticos atravessa os cálculos de longo e de curto prazo nas decisões das instituições internacionais, nos cálculos dos governos nacionais e se apresenta como incontornável também para os conselhos administrativos das empresas do setor privado”, destacam os pesquisadores.

Para eles, o panorama global está adquirindo contornos extremos, com o uso de interesses econômicos como parte de uma agenda de mudança nas ordens internacional, regional e nos realinhamentos políticos no plano nacional.

Para acompanhar a transmissão ao vivo do evento, acesse o canal do IEA no YouTube.

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*Da Divisão Técnica de Comunicação do IEA



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