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“Altineu não tem poder para pautar a anistia”, diz Lindbergh


Lindbergh Farias afirma que colégio de líderes já decidiu que pauta não será apreciada

5 ago
2025
– 16h41

(atualizado às 16h41)




Dep. Lindbergh Farias (PT - RJ)

Dep. Lindbergh Farias (PT – RJ)

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), negou nesta terça-feira, 6, que a Casa vá pautar qualquer proposta de anistia aos presos do 8 de janeiro. Segundo ele, o colégio de líderes já decidiu que a Câmara não irá deliberar sobre a matéria.

“Altineu não tem poder para pautar a anistia. Não há ambiente para essa anistia. A democracia foi atacada e os responsáveis precisam ser punidos”, afirmou Lindbergh durante coletiva de imprensa organizada pela bancada do PT.

A declaração contraria diretamente a estratégia da oposição, que tenta forçar a votação da proposta “a toque de caixa”, como afirmou o próprio líder petista. A movimentação ganhou força após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, na segunda-feira, 4, por descumprimento de medidas cautelares impostas no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado.

Desde então, parlamentares bolsonaristas intensificaram a pressão para votar a anistia, vista por aliados do ex-mandatário como uma resposta política à decisão do STF e um aceno à sua base mais radical.

Nesta terça-feira, 6, a oposição ocupou a Mesa Diretora da Câmara como forma de obstrução e pediu o retorno imediato do presidente em exercício da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que está fora de Brasília.

O primeiro vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), também aumentou a tensão ao afirmar, em coletiva de imprensa, que pretende pautar o projeto de anistia caso Hugo Motta se ausente do país.

A proposta de anistia tornou-se prioridade para parlamentares aliados a Bolsonaro, que classificam as prisões relacionadas ao 8 de janeiro como “perseguição política”. No entanto, a cúpula da Câmara — liderada por partidos do centrão e da base do governo — não vê consenso nem legitimidade para avançar com o tema neste momento.



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