Com tantos jogadores experientes em campo, por que justamente Wallace Yan para o último?
6 ago
2025
– 21h54
(atualizado às 21h54)
Último pênalti. Pressão máxima. E a responsabilidade caiu nas costas de Wallace Yan, um garoto de apenas 20 anos, que fazia sua primeira partida como titular pelo time profissional. Com tantos jogadores experientes em campo, por que justamente ele?
Não se trata de culpar o jovem. Perder ou acertar faz parte do jogo — e todo jogador que se dispõe a bater um pênalti merece respeito. Mas o erro, neste caso, não foi do camisa 42. Foi de quem decidiu colocá-lo nessa situação.
Filipe Luís, técnico do Flamengo, optou por uma escalação ousada e deu oportunidade a alguns jogadores que não vinham jogando com regularidade. Até aí, tudo bem. Mas nas penalidades, especialmente em um momento decisivo como esse, é esperado que os líderes assumam o protagonismo. Foi assim que o futebol sempre funcionou — e por um bom motivo: o peso de uma eliminação é diferente para quem ainda está começando.
Wallace Yan bateu como dava. Errou, como tantos outros já erraram. Mas a imagem que fica é a de um garoto cabisbaixo, em meio a Arena MRV frustrado, enquanto nomes consagrados observaram tudo à distância. Era justo?
A base precisa de espaço. Mas também precisa ser protegida. Expor um promissor atleta a esse tipo de situação, em um clube com a pressão e o tamanho do Flamengo, é no mínimo uma decisão questionável. O preço emocional dessa cobrança mal colocada pode se refletir na confiança do jogador por muito tempo.
O Flamengo perdeu nos pênaltis. Mas perdeu, principalmente, no momento em que decidiu colocar o futuro na frente do presente.


