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Alfabetização em saúde como propulsor da autonomia para o autocuidado – Jornal da USP


A alfabetização é um processo amplo e multifacetado que vai muito além do simples ato de ler e escrever. Envolve a aquisição de habilidades essenciais para a interpretação, compreensão, crítica e produção de conhecimento. Esta habilidade, fundamental para o pleno exercício da cidadania, permite que os indivíduos se insiram e se socializem no meio em que vivem, agindo como um propulsor para o desenvolvimento da sociedade.

Nesse contexto, a alfabetização em saúde, introduzida na década de 1970, ganhou destaque crescente na contemporaneidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) conceitua a Alfabetização em Saúde — ou “Health Literacy” — como as habilidades sociais e cognitivas que determinam a motivação e a capacidade dos indivíduos de acessar, compreender e utilizar informações para promover e manter sua saúde. Os termos “letramento em saúde”, “letramento funcional em saúde” e “literacia em saúde” são alternativas de tradução que enfatizam a importância desta prática.

A alfabetização em saúde demonstra ser uma ferramenta poderosa para a promoção da saúde e a prevenção de doenças, englobando uma série de atividades educativas e de comunicação. Os níveis de alfabetização em saúde podem ser classificados em três categorias:

(i) básico ou funcional, onde o indivíduo possui habilidades mínimas, como ler e entender recomendações médicas;
(ii) comunicativa/interativa, que envolve a extração de informações em atividades do dia a dia; e
(iii) crítica, que se refere à capacidade de utilizar informações para assumir maior controle sobre sua saúde e suas condições de vida.

Um adequado nível de alfabetização em saúde implica que os indivíduos não apenas tenham acesso às informações, mas também a habilidade de utilizá-las de maneira eficaz. Isso significa que a alfabetização em saúde abrange muito mais do que a simples leitura de folhetos informativos; envolve uma compreensão crítica e a aplicação prática desse conhecimento no cotidiano.

A alfabetização em saúde também pode ser um instrumento essencial na luta contra as desigualdades sociais, promovendo equidade. Ao adquirir conhecimentos e habilidades que favorecem o autocuidado, os indivíduos constroem um caminho para a emancipação coletiva, contribuindo para a melhoria dos indicadores de saúde. Dessa forma, a educação em saúde deve ser encarada de maneira ampliada, com o intuito de cultivar uma conscientização crítica que permita a transformação social e a promoção do bem-estar. Neste sentido, é fundamental que ações de alfabetização em saúde sejam implementadas de forma integrada nas políticas públicas, garantindo que mais pessoas tenham acesso ao conhecimento necessário para cuidar de sua saúde e de sua comunidade.

O fomento da alfabetização em saúde é um passo decisivo para a construção de sociedades mais justas e saudáveis.

Alfabetização e saúde bucal

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde bucal é um dos indicadores fundamentais da saúde geral e da qualidade de vida. Estima-se que aproximadamente 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo sofram de doenças bucais, resultando em gastos anuais de cerca de US$ 298 bilhões com tratamentos odontológicos. Dados antropológicos que remontam a mais de 500 milhões de anos, juntamente com manuscritos de civilizações antigas, revelam que a cárie dentária é uma das doenças mais antigas da humanidade. Apesar do aprofundamento do conhecimento e das práticas preventivas, a cárie dentária permanece uma questão contemporânea, e o Brasil ocupa uma posição preocupante, ainda apresentando altos índices dessa condição entre todas as faixas etárias.

Embora as doenças bucais não sejam diretamente fatais, elas se caracterizam por serem crônicas, causando desconforto e impactando significativamente a qualidade de vida das pessoas. Essas condições influenciam não apenas a alimentação e a fala, mas também a autoestima dos indivíduos. Na infância, problemas bucais podem afetar o desempenho escolar e gerar um impacto financeiro substancial para as famílias, devido aos altos custos associados ao tratamento. Diante dessas evidências, a importância da alfabetização em saúde bucal se torna evidente, apresentando-se como uma estratégia vital para a redução de danos e custos, além da melhoria da qualidade de vida da população.

A alfabetização em saúde bucal, em sua essência, refere-se à capacidade do indivíduo de obter, processar e compreender informações relevantes sobre saúde bucal, de modo a tomar decisões informadas e adequadas. No Brasil, estudos indicam um baixo nível de alfabetização em saúde, frequentemente corroborado por uma comunicação deficiente entre profissionais e pacientes. Essa lacuna na comunicação gera baixa adesão ao tratamento e insatisfação com os resultados, revelando que a falta de alfabetização pode dificultar a tomada de decisões compartilhadas — um aspecto importante para o sucesso no tratamento de quaisquer condições de saúde.

Doenças bucais não transmissíveis, como cárie dentária, gengivite e doença periodontal, são, em grande parte, preveníveis. No entanto, o acesso limitado à informação sobre saúde bucal ainda é uma realidade para muitos. O baixo nível de alfabetização em saúde bucal se configura como um obstáculo significativo para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças bucais. A falta de conhecimento pode não apenas facilitar a incidência de tais doenças, mas também agravar condições já existentes. Indivíduos com conhecimento limitado tendem a buscar atendimento odontológico apenas em condições emergenciais, frequentemente enfrentando problemas dentários que poderiam ter sido evitados com intervenções precoces.

Esse comportamento não só impacta a frequência dos atendimentos preventivos, mas também resulta em custos mais elevados para os serviços de saúde. O tratamento em estágios avançados frequentemente requer intervenções cirúrgicas e protéticas que são financeiramente onerosas. Além disso, ao lidarem com problemas bucais estabelecidos, muitos pacientes experienciam um aumento da ansiedade e do medo em relação ao tratamento odontológico. Essa situação gera estresse e, consequentemente, aumenta as chances de insucesso no tratamento, uma vez que a compreensão e a adesão às recomendações no momento do atendimento podem ser comprometidas.

Para que a comunicação e a interação entre profissionais de saúde e pacientes sejam efetivas, é imperativo que os profissionais conheçam o nível de alfabetização de seus pacientes. Essa compreensão permitirá a adaptação das abordagens educacionais e informativas, facilitando o processo de empoderamento do paciente, promovendo uma maior adesão e melhores resultados em saúde.

Segundo levantamento de 2018 do Instituto Paulo Montenegro, o Brasil conta com cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais, o que indica uma limitação significativa no nível de alfabetização em saúde de grande parte da população. Esse contexto é preocupante, uma vez que a alfabetização em saúde é fundamental para a manutenção de uma boa saúde bucal e para a prevenção de doenças. Existem diversos instrumentos para mensurar esse nível de alfabetização em saúde, que incluem desde o reconhecimento de palavras — como o Reald-30 (Rapid Estimate of Adult Literacy in Dentistry) — até avaliações de compreensão de leitura e numeracia, como o OHL (Oral Health Literacy Instrument). Além disso, ferramentas que avaliam o conhecimento conceitual, como o CMOHK (Comprehensive Measure of Oral Health Knowledge), também são utilizadas.

No Brasil, existem cinco instrumentos validados para a língua portuguesa:

(i) Breald- 30 (Brazil The Rapid Estimate of Adult Literacy in Dentistry / Versão brasileira da Estimativa Rápida de Alfabetização de Adultos em Odontologia, reconhecimento de 30 palavras relacionadas à saúde buccal, ordenadas por dificuldade de leitura),
(ii) Realmd -20 (Rapid Estimate Adult Literacy in Medicine and Dentistry / Estimativa rápida de alfabetização de adultos em Medicina e Odontologia, também através de reconhecimento de palavras),
(iii) OHLA-B (Oral Health Literacy Assessment in Brazil / avaliação da alfabetização em saúde bucal no Brasil, usando reconhecimento e compreensão de palavras),
(iv) BOHLAT-P (Brazil Oral Health Literacy Assessment Task for Paediatric Dentistry / avaliação da alfabetização em saúde bucal de brasileiros, avaliando múltiplos aspectos como, conhecimento em saúde bucal, compreensão de leitura e matemática, direcionados à Odontopediatria) e
(v) HeLD (Health Literacy Dental, possui uma versão mais longa – HeLD-29 e outra mais curta – HeLD-14 e apresenta uma abordagem ampla, pois mensura a capacidade individual de buscar, compreender e utilizar as informações sobre saúde bucal através de perguntas).

Estudos demonstram que existe uma correlação direta entre a baixa alfabetização em saúde bucal e a maior prevalência de cárie dentária não tratada, especialmente em crianças pré-escolares cujos cuidadores apresentam níveis deficientes de alfabetização em saúde. Além disso, adolescentes com níveis reduzidos de alfabetização em saúde bucal apresentam um número mais elevado de dentes afetados por lesões cariosas cavitadas, independentemente de sua condição socioeconômica. Essa constatação é alarmante, especialmente em famílias com baixa renda e estrutura familiar ausente, que também se associam a um maior número de dentes com lesões cavitadas.

A baixa alfabetização em saúde bucal se revela, assim, como um preditor significativo para a ocorrência de lesões de cárie cavitadas em pré-adolescentes. Diante dessa realidade, torna-se essencial enfatizar a importância de investimentos direcionados à alfabetização em saúde bucal. Esses investimentos não apenas motivariam os indivíduos a buscar maior conhecimento sobre saúde bucal, mas também fomentariam uma consciência crítica sobre as causas de seus problemas de saúde, incentivando o interesse em manter hábitos saudáveis.

A promoção da alfabetização em saúde bucal deve ser parte integrante das políticas públicas voltadas à saúde. Estratégicas educacionais que visem o empoderamento dos indivíduos por meio do conhecimento são fundamentais para a melhoria dos índices de saúde bucal, podendo resultar em uma população mais saudável e consciente.

Escolaridade e educação em saúde bucal

A alfabetização em saúde bucal é influenciada por uma série de variáveis, sendo a escolaridade uma das mais significativas. A implementação de programas de educação em saúde bucal nas escolas é fundamental para capacitar as crianças com conhecimento sobre as formas de prevenção de doenças bucais, além de fomentar a motivação necessária para o aprendizado. É através da continuidade dessa motivação que o conhecimento se converte em comportamentos saudáveis e duradouros.

Nesse cenário, os professores da educação básica desempenham um papel relevante uma vez que eles estão em contato diário e prolongado com os alunos, exercendo uma influência considerável sobre seus comportamentos e atitudes. O professor não é apenas responsável pelo letramento; ele é um formador de opiniões e um referencial moral. A imagem que os alunos têm dele serve como um alicerce na construção de sua postura ética. Assim, cabe ao educador promover não apenas o aprendizado escolar, mas também a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com uma vida mais justa e saudável.

Os professores trabalham em conjunto com os alunos, ajudando-os a adquirir autonomia e a desenvolver sua maturidade de maneira saudável. Eles desempenham um papel vital na aplicação dos valores que as crianças aprendem em casa, integrando-os ao conhecimento formal. Ações de educação em saúde bucal, planejadas e implementadas nas escolas, devem incluir uma comunicação e interação eficaz entre cirurgiões-dentistas e educadores da educação básica. Essa colaboração pode ser uma estratégia valiosa para promover a educação em saúde bucal, incentivando o autocuidado e a identificação de problemas bucais, seus determinantes e fatores de risco associados.

Pesquisas realizadas com professores sobre saúde bucal, cárie dentária e traumatismos dentários mostraram, de forma alarmante, que muitos desses profissionais ainda não possuem conhecimentos adequados sobre esses temas. Essa ausência de entendimento reforça a necessidade da integração entre os profissionais da saúde e da educação, a fim de capacitar os educadores não apenas para cuidar de sua própria saúde bucal, mas também para auxiliar seus alunos na compreensão dos determinantes das doenças crônicas não transmissíveis que afetam a cavidade bucal.

Programas educativos devem ser desenvolvidos para aumentar o conhecimento da população em saúde bucal, permitindo que os professores se tornem agentes promotores de saúde dentro de suas comunidades. A implementação de programas de saúde bucal nas escolas é vital para a busca de uma saúde bucal plena.

A infância e a adolescência são períodos críticos para a educação em saúde bucal, visto que os hábitos formados durante esses anos tendem a perdurar ao longo da vida. As escolas, como ambientes de aprendizado e socialização, oferecem uma oportunidade privilegiada para implementar programas de alfabetização em saúde bucal, uma vez que podem acompanhar o desenvolvimento contínuo das crianças e adolescentes. Em última análise, fortalecer a alfabetização em saúde bucal nas escolas não apenas capacita o estudante a cuidar de sua própria saúde, mas também contribui para a formação de uma sociedade mais consciente e proativa em relação à saúde pública.

Instrumentos digitais para educação em saúde bucal

Acesso a serviços de saúde bucal é uma realidade limitada em diversas partes do mundo, sendo fundamental buscar alternativas que promovam a educação e a informação entre os pacientes.

Nesse contexto, a internet e as mídias sociais emergem como fontes significativas de informações suplementares relacionadas à saúde bucal, proporcionando oportunidades de educação e autocuidado. As ferramentas virtuais representam uma chance de aprimorar a conscientização sobre questões de saúde bucal e incentivar comportamentos saudáveis entre os usuários.

Entretanto, a vasta quantidade de informações disponíveis na internet torna a educação, a construção do conhecimento e a comunicação em saúde um desafio considerável. A diversidade de fontes e canais pode levar a confusões e a dificuldades na seleção de informações precisas e confiáveis. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para este fenômeno como uma “infodemia”, onde se observa um excesso de informações sobre um tema específico, que inclui também a disseminação de desinformações e fake news. Combater essas desinformações é considerado um dos grandes desafios do século 21, e, nesse sentido, cabe aos profissionais de saúde orientar as populações a navegar nas informações disponíveis, promovendo a reflexão e a compreensão crítica.

As tecnologias da informação e comunicação (TICs) tiveram um aumento significativo em sua utilização, especialmente durante a pandemia de covid-19, mostrando-se eficazes na promoção da saúde. As TICs podem servir como estratégias valiosas de alfabetização em saúde, abrangendo uma variedade de plataformas, como Facebook, Twitter, Instagram, TikTok e YouTube. Essas ferramentas têm o potencial de disseminar informações de saúde não formal, orientando e motivando pais e cuidadores na prevenção de doenças bucais.

Estudos recentes avaliaram a eficácia e a preferência das diferentes mídias sociais na promoção da alfabetização em saúde bucal, com destaque para o Facebook e o YouTube, que se destacaram como os meios de comunicação mais utilizados para disseminar informações sobre saúde bucal entre crianças em idade escolar. Em contrapartida, observou-se que a maioria dos adolescentes prefere recorrer ao Twitter e ao Instagram para receber tais informações. Esses dados ressaltam a importância de considerar as preferências e o comportamento dos usuários na hora de planejar campanhas de educação em saúde baseadas em mídias sociais, especialmente quando dirigidas a adolescentes.

As campanhas educativas direcionadas para as mídias sociais devem ser estratificadas de acordo com as faixas etárias, utilizando as plataformas mais apropriadas para alcançar os públicos-alvo desejados. Isso não apenas otimiza o impacto das mensagens sobre saúde bucal, mas também assegura que a informação apresentada seja adequada, cativante e com maior potencial de adesão. Ao integrar inovações tecnológicas e estratégias de comunicação social, é possível elevar os níveis de alfabetização em saúde bucal e, consequentemente, melhorar a saúde e o bem-estar da população, especialmente em grupos mais vulneráveis e com menor acesso a serviços de saúde.

O engajamento ativo dos profissionais de saúde e das instituições educativas na utilização dessas ferramentas pode transformar a abordagem da saúde bucal, promovendo um ambiente de aprendizado que favoreça o desenvolvimento de hábitos saudáveis, o autocuidado e a autonomia dos indivíduos. Essa sinergia pode ser um catalisador para mudanças significativas na saúde bucal da população.

É fundamental destacar que, apesar das inegáveis vantagens das mídias sociais e da internet na disseminação de informações sobre saúde, a qualidade do conteúdo disponível também deve ser rigorosamente avaliada. Estudos recentes demonstraram que a informação acessada em plataformas como o YouTube pode ser significativamente não confiável. Por exemplo, uma análise sobre os primeiros socorros em caso de avulsão dental revelou que o conteúdo disponível no YouTube não correspondia às diretrizes da International Association for Dental Traumatology (IADT), apresentando-se como uma fonte inadequada para orientação em situações de urgência. Da mesma forma, o YouTube não está apto a servir como uma fonte confiável para educar pacientes e responsáveis sobre a cárie na primeira infância. As informações veiculadas sobre essa questão crítica mostraram-se inconsistentes e não alinhadas às orientações da Academia Americana de Odontopediatria (AAPD) ou Associação Brasileira de Odontopediatria (ABOPED). Muitas vezes, o conteúdo é produzido por influenciadores digitais leigos, que podem transmitir informações incorretas sobre a duração da escovação, a quantidade apropriada de creme dental com flúor a ser utilizada e até mesmo sobre qual modelo de escova é mais adequado para diferentes perfis de usuários.

Esses achados vão ao encontro das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a infodemia, uma situação em que há excesso de informações, muitas vezes não verificadas, que dificultam a tomada de decisões informadas. Portanto, é essencial que os profissionais de saúde assumam um papel ativo na orientação e na educação da população. Eles devem atuar como mediadores nesse vasto mar de informações, oferecendo diretrizes claras e baseadas em evidências.

Além disso, a responsabilidade dos profissionais de saúde se estende ao uso de plataformas digitais como um espaço para compartilhar conhecimentos precisos e confiáveis. Em um período de formação do indivíduo, é fundamental que informações sobre saúde bucal sejam apresentadas de maneira acessível, mas sempre com a devida consideração da qualidade e relevância do conteúdo.

A promoção de uma educação em saúde sólida deve ser incorporada nas estratégias de comunicação e orientação, buscando não apenas informar, mas também empoderar os cidadãos para que possam discernir entre informações de qualidade e aquelas que não são confiáveis. Este esforço não só fortalecerá a capacidade da comunidade em cuidar da saúde bucal, mas também contribuirá para a construção de uma sociedade mais informada e participativa em questões relacionadas à saúde.

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