terça-feira, março 17, 2026
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A energia que vem de cooperativas e projetos comunitários – Jornal da USP


Tendência leva consumidores a se tornarem protagonistas na geração e gestão e cria o conceito de democracia energética

chapéu energia sustentável

Imagem é uma montagem de um lâmpada com vários fios de luz saindo de sua calda
A descentralização da produção e distribuição de energia renovável facilita a inclusão energética de parcela da população – Foto: Freepik
Logo da Rádio USP

A transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável é um dos maiores desafios e oportunidades do nosso tempo. Mas, para além da substituição de fontes e da inovação tecnológica, emerge uma questão fundamental: quem controla, quem possui e quem se beneficia dessa nova paisagem energética? É neste contexto que o conceito de “democracia energética” ganha força, propondo modelos onde cidadãos e comunidades deixam de ser meros consumidores para se tornarem protagonistas na geração e gestão da energia. 

Fernando de Lima Caneppele – Foto: e-aulas

No episódio de hoje (15/8) da Série Energia, o professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP em Pirassununga (SP), explora como as cooperativas e os projetos comunitários de energia renovável podem tornar a transição energética no Brasil não apenas mais verde, mas também mais justa, inclusiva e com benefícios amplamente compartilhados.

Segundo Caneppele, as cooperativas de energia renovável são um exemplo prático e poderoso de democracia energética em ação. São inspiradas em modelos de sucesso em países como Alemanha e Dinamarca e aproveitam a robusta tradição cooperativista brasileira em outros setores como o agrícola e o de crédito. As cooperativas de energia permitem que grupos de pessoas ou pequenas empresas se unam para investir, instalar e operar seus próprios sistemas de geração, majoritariamente solar fotovoltaica. Os membros podem se beneficiar de tarifas de energia mais baixas, da distribuição de eventuais lucros e de uma maior previsibilidade e controle sobre seu suprimento energético. 

Por outro lado, além das cooperativas formais, diversos projetos de energia comunitária vêm florescendo pelo Brasil, muitas vezes com o apoio de ONGs, universidades e programas de fomento, especialmente em áreas remotas ou socialmente vulneráveis. O professor explica que esses projetos frequentemente focam em levar energia limpa e acessível para comunidades isoladas da Amazônia ou do semiárido, onde a rede elétrica convencional não chega ou é precária.

A Série Energia tem apresentação do professor Fernando de Lima Caneppele que coproduziu com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. Você pode sintonizar a emissora em FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS.



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