segunda-feira, maio 18, 2026
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Exposição no Espaço das Artes exibe a diversidade e a resistência da pintura – Jornal da USP


A pintura pode ter perdido espaço na arte do século 21, mas ainda é capaz de refletir a contemporaneidade e, mais importante, afetar a sensibilidade das pessoas. É o que afirma a artista Fernanda Luz, que organizou, com o professor Geraldo de Souza Dias, do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a exposição Espelho Fragmentado, em cartaz até 5 de setembro no Espaço das Artes, na Cidade Universitária. Inaugurada no dia 18 passado, a mostra reúne obras de 19 artistas de diferentes gerações, que expressam a diversidade possibilitada pela pintura. “A pintura é capaz de gerar vínculos entre as pessoas, diálogos, conversações e comunidades”, continua Luz, que faz mestrado em Poéticas Visuais na ECA. “A exposição é esse ponto de encontro entre gerações e entre o público e os artistas.” 

A mostra faz referência à exposição Der zerbrochene Spiegel (“O espelho fragmentado”), que aconteceu em 1993, em Viena, na Áustria. Com a participação de 40 artistas, que exibiram cerca de 300 obras, essa exposição teve o objetivo de fazer “refletir sobre a permanência, no cenário artístico, dessa linguagem milenar tantas vezes declarada morta, a pintura”, de acordo com o texto de apresentação de Espelho Fragmentado, assinado pelo professor Geraldo de Souza Dias.

Como na mostra ocorrida em Viena, a exposição no Espaço das Artes também evidencia os impulsos da pintura contemporânea, com formas que surgem através da interação com as novas tecnologias. Mas, em contraste com Der zerbrochene Spiegel, em vez de refletir sobre o ato de pintar, “aqui o intuito é entender que cada proposta pode ser como um fragmento do grande espelho capaz de refletir criticamente o mundo visível”, segundo Souza Dias.

Fernanda Luz conta que, para o professor Souza Dias, era importante que a exposição girasse em torno do afeto, com pessoas que foram pintores ou que continuaram a pintar apesar das dificuldades. Como os convites foram majoritariamente feitos por Luz e pelo professor, duas gerações de artistas estão presentes. Para Luz, o resultado ficou “muito interessante para gerar diálogos e ver como a pintura ainda persiste”.



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