Emprego da inteligência artificial cria sistema interativo que dá protagonismo ao usuário de energia elétrica


O setor de energia está mudando. O modelo antigo, com um fluxo único de grandes usinas até o consumidor, está sendo substituído por um sistema interativo: as redes elétricas inteligentes ou smart grids. Essa evolução, movida pela digitalização e inteligência artificial (IA), transforma a infraestrutura e cria um novo papel para o usuário final, que agora se torna o “consumidor 4.0”. É sobre isso que o episódio desta semana da Série Energia vai tratar.
A base dessa transformação é a capacidade da rede de coletar e processar informações em tempo real. Os investimentos na modernização já são expressivos. Para se ter uma ideia, a empresa paranaense de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, a Copel, está investindo R$ 2,5 bilhões entre 2024 e 2025 para ampliar e automatizar sua rede no Paraná.

Segundo o professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnica e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP em Pirassununga (SP), a tecnologia permite prever picos de demanda e integrar de forma estável a energia de fontes intermitentes, como a solar e a eólica, cruciais para a descarbonização. Com a automação, uma falha na rede pode ser isolada em segundos, restabelecendo a energia para a maioria dos clientes de forma remota, o que antes poderia levar horas.
“Essa infraestrutura conectada dá origem a um novo perfil de usuário, o consumidor 4.0. Ele deixa de ser um receptor passivo para se tornar um agente ativo e informado, capaz de tomar decisões sobre seu próprio consumo de energia”, explica.
A Série Energia tem apresentação do professor Fernando de Lima Caneppele que coproduziu com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. Você pode sintonizar a emissora em FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS.



