sábado, maio 16, 2026
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Posicionamento Abiad – Adoçantes e saúde cognitiva – Jornal da USP


Posicionamento da associação que representa a indústria de adoçantes no Brasil

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) acompanha com atenção a publicação do estudo da Universidade de São Paulo (USP), Not so sweet: some sugar substitutes linked to faster cognitive decline (Nem tão doce: alguns substitutos do açúcar associados a um declínio cognitivo mais rápido), divulgado na revista Neurology, em 3 de setembro de 2025.

Em consonância com a International Sweeteners Association, a Abiad considera necessário que seus resultados sejam interpretados com cautela e situados no contexto do consenso científico consolidado sobre a segurança dos adoçantes. Trata-se de um estudo observacional, que aponta apenas uma associação estatística, e não uma relação de causa e efeito. Os próprios autores reconhecem as limitações da pesquisa e alertam contra a formulação de conclusões causais.

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Posted: 03/09/2025

É igualmente relevante destacar aspectos metodológicos que reduzem a confiabilidade das averiguações. Os resultados mostraram-se inconsistentes entre diferentes faixas etárias e variaram de acordo com a presença de diabetes, levantando dúvidas sobre sua plausibilidade biológica. Além disso, o estudo baseia-se em um método de autorrelato de dados alimentares coletados apenas uma vez, há oito anos, o que costuma ser impreciso, podendo introduzir vieses significativos, além de não considerar mudanças nos hábitos alimentares e nas formulações de produtos ao longo do tempo.

Outro ponto que requer atenção é que todos os adoçantes foram agrupados em um único valor, embora se saiba que possuem propriedades e níveis de uso aprovados distintos.

Todos os adoçantes autorizados para consumo no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são profundamente estudados por organismos internacionais, como o Comitê de Especialistas em Aditivos Alimentares da FAO/OMS (JECFA), a Food and Drug Administration (FDA, EUA) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). Essas autoridades atestam a segurança de seu consumo dentro dos limites estabelecidos.

Além disso, revisões sistemáticas e meta-análises apontam que os adoçantes sem ou com baixo teor calórico podem contribuir para a redução da ingestão calórica e de açúcares, sendo aliados importantes no manejo de dietas para diabetes tipo 2 e obesidade. Tais benefícios são especialmente relevantes em contextos de saúde pública que recomendam o controle do consumo de açúcares adicionados.

A Abiad permanece à disposição para contribuir com o debate público sobre o tema, com base em evidências científicas atualizadas e compromisso com a informação responsável e transparente à sociedade.



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