sábado, maio 16, 2026
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Ensino integral fortalece capital humano e impulsiona desenvolvimento dos países – Jornal da USP


Modelo amplia tempo de aprendizado, desenvolve habilidades socioemocionais e garante proteção social, tornando a escola mais atrativa para as crianças

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Luciano Nakabashi trata em sua coluna de hoje (10) do capital humano e da importância do ensino integral para estimulá-lo. Ele define capital humano como o conjunto de conhecimentos aprendidos ao longo da vida e que é utilizado de forma produtiva no mercado de trabalho, por exemplo. “Quando você tem investimento em capital humano, você aumenta a produtividade do trabalho, aumenta consequentemente a produção e aumenta a renda, a remuneração desse capital. As pessoas que têm mais capital humano têm um salário maior, os países que têm capital humano maior, eles têm, no geral, uma renda também maior.” Isso é vital, segundo ele, quando se pensa na diferença de renda entre os países, que é determinada justamente pelo investimento em capital humano. Além de contribuir para o aumento da produtividade, diz o colunista, o capital humano se torna um insumo fundamental para a criação de novos conhecimentos de tecnologia e para absorção de tecnologia.

É nesse aspecto que surge então a importância do ensino integral, o qual tem sido utilizado cada vez mais pelos governos como uma estratégia para melhorar o capital humano. “É uma estratégia que a literatura aponta que é importante nessa questão, para aumentar o capital humano das crianças”, que podem, assim, passar mais tempo nas escolas. “Você vai ter esse tempo adicional para estar passando atividades, para estar complementando o que foi passado já em sala de aula e para o acompanhamento dessas crianças. É fundamental esse processo de acompanhamento das crianças, das tarefas, das atividades que foram passadas nas aulas, mas também não só essa questão do aprendizado de matemática, português, ciências, dessa questão cognitiva, mas também é importante dois pontos que são fundamentais na questão do ensino integral; é trazer mais disciplinas que atendam à questão de habilidades que não são cognitivas, são habilidades socioemocionais, e que traga resiliência para essas crianças. Precisa também ser ensinado cada vez mais de uma forma que a criança tenha satisfação, tenha prazer, isso é uma coisa que a gente não conseguiu ainda, não só no Brasil, mas em vários lugares, tornar a escola um local atrativo para que as crianças queiram ir para lá e queiram ficar bastante tempo.”


Reflexão Econômica
A coluna Reflexão Econômica, com o professor Luciano Nakabashi, vai ao ar quinzenalmente,  quarta-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.

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