Nono episódio de “Mirando as Estrelas” apresenta o SPIRou, instrumento criado para o telescópio Canada-France-Hawai‘i Telescope (CFHT) a fim de ajudar no entendimento sobre sistemas planetários

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O instrumento astronômico SPIRou, que faz parte do telescópio Canada-France-Hawai‘i Telescope (CFHT), é o tema do nono episódio da série científica Mirando as Estrelas. Desenvolvido com o auxílio de pesquisadores brasileiros do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP para revolucionar o entendimento sobre sistemas planetários, o SPIRou faz parte de um projeto internacional, numa parceria entre Canadá, França, Portugal, Suíça, Taiwan e Brasil, a partir da participação de profissionais do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA). Para conferir o vídeo, clique aqui.
A partir de modelagens 3D, a série explora diversos ângulos do SPIRou, como é conhecido o SPectropolarimètre InfraROUge, um espectropolarímetro capaz de analisar a luz infravermelha. Ele é apelidado de caçador de exoplanetas ao redor de estrelas frias e foi projetado para permitir a observação de um espectro de referência simultaneamente ao objeto de interesse. O episódio conta com a participação de Eder Martioli, pesquisador titular do LNA e membro do projeto SPIRou, formado em Física pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP.
O CFHT está localizado na Ilha do Hawai‘i, no Oceano Pacífico Central, a milhares de quilómetros da costa oeste americana, e permanece como referência mundial em astronomia há mais de 40 anos. Inaugurado em 1979, é um dos observatórios astronômicos mais importantes do mundo. O telescópio possui um espelho de 3,6 metros de diâmetro e, ao longo de mais de quatro décadas, tem contribuído para descobertas fundamentais em áreas como a formação de estrelas, galáxias, exoplanetas e a estrutura do Universo — permanecendo como uma referência internacional em pesquisa na área de astronomia.
Clique no player para ver o episódio na íntegra:
Mirando as Estrelas
A série é uma iniciativa de difusão científica do consórcio Giant Magellan Telescope Organization (GMTO), e sua primeira temporada já inclui nove episódios lançados. O objetivo da produção é apresentar a história da instrumentação astronômica no País e quais são os principais projetos nacionais e internacionais que contam, atualmente, com a participação dos nossos cientistas, engenheiros e técnicos para o design e desenvolvimento tecnológico de ponta para os telescópios mais importantes da atualidade.
É realizada numa parceria entre o escritório brasileiro GMT Brasil, o IAG da USP e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com realização da TV Univap e apoio do LNA.
Desde 2014, a Fapesp é membro-fundadora do consórcio GMTO, a partir de um investimento de 50 milhões de dólares, o que equivale a 4% do tempo de operação anual do telescópio para cientistas do Estado de São Paulo. A lista de convidados está repleta de profissionais renomados de algumas das maiores instituições de pesquisa do Brasil, incluindo: Claudia Vilega Rodrigues (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe); Bruno Vaz Castilho e Luciano Fraga (LNA); e Claudia Mendes de Oliveira, Laerte Sodré Jr. e Rafael Ribeiro (IAG).
A equipe brasileira possui mais de 70 profissionais de diversas áreas, incluindo professores, consultores, técnicos e bolsistas, que formam o escritório GMT Brazil Office (GMTBrO), atualmente liderado pelo IAG/USP. Participam também dessa equipe professores e colaboradores do Instituto de Física (IF) e da Escola Politécnica (Poli) da USP, do Instituto Mauá de Tecnologia, do Instituto de Física da Universidade de Campinas (Unicamp), da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), entre outros. Eles estão diretamente envolvidos no design e na produção de instrumentos astronômicos que serão utilizados no telescópio GMT.
Mais informações no site do projeto neste link. Acompanhe também pelas redes sociais: YouTube, Facebook, Instagram e Twitter.
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*Texto adaptado da Assessoria GMT Brasil


