Guilherme Wisnik analisa como o desemprego estrutural alimenta o ressentimento social e o avanço do fascismo
Por Marcia Avanza
Em sua coluna desta semana, o professor Guilherme Wisnik comenta a polarização política contemporânea, marcada pelo avanço da ultradireita e pela dificuldade das forças progressistas em oferecer respostas eficazes. Ele lembra que, no século 20, conquistas como sindicatos, direitos trabalhistas e estados de bem-estar social foram resultado de crises do capitalismo e da pressão social.
No entanto, o capitalismo atual assume uma face financeira e excludente, ampliando o fosso entre ricos e pobres e desmontando os mecanismos democráticos que garantiam inclusão mínima. A automação e a tecnologia aprofundam o desemprego estrutural, gerando uma massa descartável da população.
Segundo Wisnik, esse desemprego permanente mina o “sonho americano” de mobilidade social e alimenta um profundo ressentimento, terreno fértil para o crescimento de discursos fascistas. O grande impasse, afirma, é que a democracia não consegue oferecer alternativas diante de uma sociedade estruturalmente desigual e sem perspectivas de integração.
Espaço em Obra
A coluna Espaço em Obra, com o professor Guilherme Wisnik, vai ao ar quinzenalmente quinta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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