sábado, maio 16, 2026
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Projeto Métricas reúne reitores para discutir o impacto social das seis universidades públicas paulistas – Jornal da USP


O Projeto Métricas surgiu a partir de um estudo sobre indicadores de desempenho nas universidades estaduais paulistas, em 2017, realizado com apoio financeiro da Fapesp e liderado pelo ex-reitor da USP e professor da FEA, Jacques Marcovitch. A proposta inicial do projeto era aprimorar as métricas, estabelecer metas e, adicionalmente, melhorar a inserção das universidades brasileiras nas comparações internacionais.

Entretanto, ao longo de sete anos de trabalho, o escopo do Métricas foi ampliado e passou a propor que a avaliação das universidades ultrapassasse os índices quantitativos de publicações e citações, indicadores frequentemente utilizados em rankings internacionais, e começasse a considerar o impacto benéfico das universidades na sociedade.

A atuação do projeto impulsionou a criação de escritórios de gestão de dados nas universidades e o desenvolvimento de uma cultura voltada para a gestão estratégica baseada na avaliação de indicadores de desempenho acadêmico. Além das três universidades estaduais originalmente envolvidas no estudo – USP, Unesp e Unicamp – o projeto também ganhou a adesão das federais – Unifesp, UFSCar e UFABC – formando um grupo de seis universidades públicas paulistas, o G6.

“O Métricas foi um espaço de construção dos primeiros escritórios de indicadores, mas depois aprendeu muito com as universidades. Hoje, temos uma simbiose entre o conhecimento gerado no Métricas e a aplicação na gestão das instituições acadêmicas. Também estamos ganhando capilaridade, com o modelo de formação de interlocutores, ampliando o conhecimento que temos das diferentes realidades dentro das universidades”, explicou Marcovitch.

Além das pesquisas desenvolvidas no âmbito do projeto, o Métricas oferece, anualmente, o Curso de Atualização em Métricas de Desempenho Acadêmico e Comparações Internacionais, destinado a lideranças e profissionais de gestão universitária e dirigentes de instituições de ensino superior e comunicadores de ciência.

Em sua sexta edição, o curso foi responsável por formar uma comunidade com mais de 500 pesquisadores interessados em melhorar a gestão e a governança das universidades, desenvolvendo metodologias, indicadores e reflexões que, a partir da gestão de dados, identifiquem pontos fortes ou que precisam ser melhorados nas instituições.

“Com o projeto Métricas, as universidades públicas paulistas foram inovadoras no sentido de trazer a questão dos indicadores acadêmicos e de uma gestão estratégica baseada em dados para as universidades. O fato de instituições de outros Estados e, inclusive, de outros países participarem do projeto mostra a relevância e a contribuição do Métricas para as universidades”, afirmou Marcovitch.

O trabalho desenvolvido em fóruns, seminários e cursos resultou em três publicações: Repensar a Universidade I: desempenho acadêmico e comparações internacionais, lançada em 2018, propôs a substituição do modelo de avaliação institucional centrado em um Anuário Estatístico, acessado pelos rankings globais, pela implantação de uma base digital para monitoramento e análise da performance da instituição; Repensar a Universidade II: Impactos para a Sociedade, de 2019, tratou da avaliação de desempenho nas universidades e o seu impacto social; e Repensar a Universidade III: Saberes e Práticas, de 2023, que apresentou estudos de casos que mostram o impacto gerado pelas universidades paulistas.



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