Para Luli Radfahrer, a fluência digital não vem da idade, mas da educação, prática e reflexão crítica sobre o uso da tecnologia
O professor Luli Radfahrer explica que o conceito de “nativo digital”, criado em 2001 para definir pessoas nascidas após 1980 como naturalmente habilidosas em tecnologia, é um mito sem base científica. Jovens podem aprender interfaces mais rápido devido à neuroplasticidade, mas isso não garante compreensão crítica ou profunda. Muitos têm dificuldades em avaliar fontes e em tarefas básicas de alfabetização digital. O mito gera estereótipos nocivos: escolas deixam de ensinar competências digitais, empresas contratam por idade em vez de habilidade e a desigualdade digital aumenta. Luli defende que competência tecnológica depende de educação formal, prática orientada e pensamento crítico, e não da idade.
Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar quinzenalmente, sexta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP Jornal da USP e TV USP.
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