domingo, março 15, 2026
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É oficial! Azul e Gol desistem de fusão e de acordo para compartilhar voos


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Poucos dias depois de negarem na Câmara dos Deputados a possibilidade de fusão de suas operações, as companhias aéreas Azul e Gol oficializaram na noite de ontem a desistência da ideia de uma união.

Em nota ao mercado, o Grupo Abra, do qual a Gol faz parte, disse que “as partes não tiveram discussões significativas ou progrediram em uma possível operação de combinação de negócios por vários meses como resultado do foco da Azul em seu processo de Chapter 11 [recuperação judicial]”.

Em uma referência ao diretor Jurídico da Azul, Raphael Linares, o Grupo Abra também disse que “você afirmou que a execução do MOU e o pré-arquivamento junto ao CADE [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] ocorreram em outro cenário e em outro momento das empresas, que não é mais o mesmo”.

Assim, o Grupo Abra destacou que estava “encerrando as discussões com relação a uma possível transação”, mas deixou uma porta aberta: “Continuamos acreditando no mérito de uma combinação de negócios entre a Azul e a GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. e, como tal, a Abra está pronta, disposta e disponível para engajar com os stakeholders aplicáveis”.

Em janeiro, a Azul e o Grupo Abra assinaram um memorando de entendimento que começava a pavimentar o caminho para uma fusão, que criaria a maior empresa do setor no Brasil, mas que permitiria a Azul e Gol ficarem separadas (algo como o que acontece com Air France e KLM, que são de um mesmo grupo econômico, mas têm marcas e operação separadas).

A Azul também divulgou um comunicado ao mercado, mas mais sucinto. A empresa informou o “encerramento das discussões comerciais com a sociedade controladora da Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A., a Abra Group Limited, consubstanciadas no Memorando de Entendimentos Não Vinculante, celebrado em 15 de janeiro de 2025, o qual alinhava os termos e condições de uma potencial combinação de negócios entre Azul e Gol”.

Reunião na Câmara dos Deputados já sinalizava o fim das conversas

Mais cedo nesta semana, representantes da Azul e da Gol já haviam negado à Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados a intenção de uma fusão de suas operações. De acordo com as empresas, a possibilidade foi estudada durante a pandemia, mas que, com a recuperação do setor aéreo nos últimos três anos, foi deixada para trás.

“A fusão não é um fato, a gente não chegou a submeter formalmente nada ao Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica]. Fizemos um formulário de consulta, um pré-formulário, em outro ambiente, outro cenário, em outro momento das empresas que já passou, já não está mais aí”, disse à Câmara o gerente de Relações Institucionais da Azul, Camilo Coelho.

“Não tem mais fusão. Teve uma análise. A fusão foi estudada […], não se fala mais nisso”, afirmou o assessor da presidência da Gol, Alberto Fajerman.

É o fim mesmo?

À primeira vista, Azul e Gol terminaram o namoro. Mas tudo indica que há espaço para um remember, no melhor estilo “se você quiser, eu quero”. O Grupo Abra é claro neste sentido em seu comunicado, e vale destacar que o encerramento das conversas vale para o momento atual.

Isso significa que, no futuro, as empresas podem voltar a dialogar – basta que, no mínimo, uma “tempestade perfeita” de condições econômicas se abata sobre as aéreas. As dificuldades impostas pela pandemia, que prejudicou o caixa e contribuiu para que Azul e Gol recorressem à recuperação judicial, fez com que as empresas se aproximassem. O cenário, segundo as companhias, já não é mais o mesmo.

Um fator que parece ter esfriado as conversas é a recuperação judicial da Azul, processo do qual a empresa pretende sair no início do ano que vem. A Gol passou pela mesma situação, mas finalizou sua reestruturação financeira em junho deste ano.

Fim do codeshare entre Azul e Gol

A Azul também informou que está colocando um fim no codeshare com a Gol. O acordo de compartilhamento de voos foi anunciado em maio de 2024, gerou reações de autoridades e foi alvo de escrutínio de órgãos de defesa do consumidor, que acusavam as empresas de concentração de mercado e redução de rotas, o que poderia prejudicar os passageiros.

A parceria foi parar no Cade, que decidiu, no início deste mês, que Azul e Gol deveriam notificar (ou apresentar) ao órgão o acordo de codeshare. As companhias aéreas também ficaram proibidas de expandir a parceria até o fim da análise do processo. Caso o acordo não fosse notificado no prazo de 30 dias, deveria ser suspenso “imediatamente”.

Na nota divulgada ontem, a Azul disse que “honrará com todas as passagens emitidas sob o acordo de cooperação comercial”.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) também se manifestou: “O MPor acompanha a decisão e reforça que o país continuará contando com três grandes companhias aéreas (Gol, Azul e Latam), o que garante competitividade e mais opções para os passageiros”.

Em um codeshare, os passageiros podem pesquisar e emitir passagens aéreas para voos operados por determinada companhia aérea em um canal de vendas de uma outra empresa (neste caso, Azul e Gol).

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