Trata-se do fenômeno físico da formação de um novo tipo de cristal, chamado de “cristal do tempo”, antes considerado impossível na prática, mas agora comprovado cientificamente
Em sua coluna de hoje (1º), Eduardo Rocha trata de uma nova descoberta que confirma uma teoria que pode revolucionar equipamentos médicos e as telecomunicações no futuro. Trata-se, de acordo com ele, do fenômeno físico da formação de um novo tipo de cristal, chamado de “cristal do tempo”, que foi considerado impossível na prática, mas demonstrado em artigo científico publicado na revista Nature Materials, de setembro, e revelou, pela primeira vez, o chamado “cristal do tempo e espaço”, e o registro da presença e movimento feito foi observado a olho nu, com ajuda de microscópio e luz polarizada. Diz o colunista: “Esse cristal tem características tão únicas que é considerada uma nova fase da matéria, distinta das outras três já conhecidas (sólida, liquida e gasosa). Esse fenômeno físico da formação de um cristal do tempo, com movimento padrão constante e perpétuo, foi conceitualizado pelo Prêmio Nobel de Física Frank Wilczek, em 2012, e possui inúmeras possibilidades de aplicações tecnológicas que podem revolucionar equipamentos em várias áreas, inclusive na medicina”.
Mas o que dizer das aplicações práticas desse achado? Rocha prossegue: “A tecnologia dos cristais líquidos já é usada em TVs de alta resolução e computadores quânticos, mas essa nova forma de cristal, chamada de cristal do tempo, porque mantém movimentos tendendo ao infinito com uso de baixíssima energia, em diferentes condições do espaço, permite aplicações futuras que vão desde marcar o registro da data de criação de documentos relevantes, a partir do momento em que eles são gerados, até equipamentos sofisticados de armazenamento de base de dados, equipamentos ópticos de altíssima precisão, fotônica e telecomunicações. Ainda que possa demorar um pouco para vermos essa tecnologia na prática, saber que os cristais do tempo são uma realidade, uma nova fase da matéria revelada pela ciência e que poderão ser úteis em tantas e diferentes áreas como a medicina diagnóstica e terapêutica, nos reforça a ideia de que ciência serve muito para melhorar a vida das pessoas”.
Fique de Olho
A coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha, vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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