O sucesso do novo método, no entanto, ainda precisa ser confirmado em estações de tratamento de água. É que os testes foram realizados em amostras laboratoriais e precisam de adaptações para as estações. O pesquisador explica que “em sistemas reais, a presença de uma grande diversidade de compostos orgânicos pode interferir nos mecanismos de degradação e gerar subprodutos inesperados”. Além disso, “questões de custo, manutenção dos eletrodos (no caso do método eletroquímico) e regeneração das enzimas ainda precisam ser resolvidas.”
Outros desafios mencionados pelo pesquisador envolvem a estabilidade dos eletrodos, utilizados no processo eletroquímico, e das enzimas, utilizadas no processo enzimático, em condições reais de operação; o custo de produção e manutenção dos materiais; e a necessidade de adaptar o sistema a diferentes matrizes de efluentes.
“É preciso considerar a geração de subprodutos e a eficiência energética do processo”, destaca. Esse escalonamento requer investimentos em pesquisa aplicada, testes em planta piloto e avaliações ambientais e econômicas robustas.
Mas, segundo ele, os investimentos devem valer a pena. “O método tem potencial para tratar uma ampla gama de poluentes orgânicos, como corantes, pesticidas, fármacos e compostos fenólicos (substâncias químicas encontradas em vegetais)”, enfatiza.
O artigo Combining electrochemical and enzymatic treatments to enhance bisphenol a degradation in water pode ser lido neste link.
Mais informações: e-mail alexandre.carneiro90588@gmail.com, com Alexandre Carneiro Cunha.
*Estagiária com orientação de Rita Stella
**Estagiária com orientação de Moisés Dorado


