Com entrada gratuita, a programação tem como objetivo ampliar o acesso às artes cênicas e estimular a circulação de produções teatrais pelos campi da Universidade
Por Joyce Pezzato*

De 9 a 11 de outubro, o Circuito Tusp de Teatro faz uma série de apresentações gratuitas em Ribeirão Preto, em sua 22º edição. Os espetáculos começam sempre às 20 horas, e os ingressos podem ser retirados no local com uma hora de antecedência. As sessões serão no Teatro do Campus da USP, localizado na Avenida Professor Zeferino Vaz, em frente à Rotatória Central do campus.
A abertura da programação será no dia 9, com o coletivo de teatro Cênica apresentando o espetáculo Sabiás do Sertão, com dramaturgia de Clara Roncati e direção de Luiz Carlos Laranjeiras. A peça celebra a trajetória da dupla Cascatinha & Inhana, ícones da música caipira brasileira, e homenageia a cultura popular, o prazer da canção e o encantamento da arte. Inspirado no universo do circo e do rádio, o espetáculo reúne artistas que contam, tocam, dançam e cantam um repertório de toadas, guarânias, rasqueados, boleros, rancheiras e outras canções imortalizadas pelos “sabiás do sertão”.
Já no dia 10, o grupo teatral Teatro da Cachanga apresenta o espetáculo Nora e a Porta, com direção de Sandra Corveloni e Maristela Chelala, e dramaturgia de Marina Corazza. A peça acompanha Nora e Marcelo, um casal com três filhos que se muda para uma casa no mesmo condomínio onde viveram a infância e a adolescência, em São Paulo. Ao longo de um fim de semana, a rotina familiar revela tensões, memórias e estruturas patriarcais que levam Nora a um processo de autoconhecimento e ruptura. Inspirado em Casa de Bonecas, clássico de Henrik Ibsen, o espetáculo propõe um diálogo contemporâneo sobre os papéis sociais e a emancipação feminina.
Encerrando o circuito, no dia 11, o grupo teatral Teatro de Estilhaços apresenta Stalking: um Conto de Terror Documental, com atuação de Livia Vilela e Paulo Salvetti. A narrativa acompanha a história de uma professora de teatro que passa a ser perseguida por um colega de trabalho, numa trama que transforma sua rotina em um verdadeiro conto de terror. Inspirado no formato true crime — gênero que retrata crimes reais —, o espetáculo mistura elementos de contos de fadas e filmes de horror, explorando a diversidade de linguagens do teatro por meio do uso de documentos, humor, dança, música, máscaras e animação de objetos. A montagem convida o público a vivenciar a experiência sob a perspectiva da vítima.
O circuito tem como objetivo ampliar o acesso às artes cênicas e estimular a circulação de produções teatrais pelos campi da Universidade. A iniciativa busca fortalecer o intercâmbio cultural entre artistas, estudantes e a comunidade, consolidando o teatro como espaço de reflexão, formação e experimentação artística.


