Pesquisa do Seade demonstra perfil de local de nascimento, faixa etária e fluxos migratórios do território paulista
Por Isabella Lopes*


Um estudo realizado pelo Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo (Seade) analisou os resultados do último Censo Demográfico, realizado em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O enfoque da pesquisa se deu diante da necessidade de determinar a naturalidade dos moradores da porção territorial, ou seja, sobre o local de nascimento das pessoas que ali moravam.
Os dados obtidos trazem um panorama sobre a migração e formação da população do Estado de São Paulo. Em 2022 havia 44,4 milhões de residentes no território paulista. Segundo o Seade, 79,7% eram naturais da região, 11,3% do Nordeste, 4,4% de outras áreas do Sudeste e 3,7% dos demais Estados brasileiros. Em relação aos estrangeiros, 0,8% de nascidos fora do País contabilizaram a população total. As mulheres predominaram em todos os grupos de naturalidade, exceto entre os estrangeiros.
Idade da população paulista
De acordo com a fundação, a idade média da população paulista era de 38 anos. Entre quem nasceu no Estado, a faixa etária intermediária era de 35 anos — para o estudo, esse fator indica um perfil mais jovem. Em relação aos não naturais da região, os números se alteram: 49 anos para originários de outras unidades federativas e 48 para pessoas nascidas fora do Brasil.
O Seade chama atenção para a concentração de indivíduos em camadas etárias economicamente ativas e o nascimento de filhos de migrantes em São Paulo. Esses dados demonstram, como mostra o relatório, o rejuvenescimento da população natural.
Fluxos migratórios
A maior fatia de migrantes do Estado de São Paulo é da Bahia e de Minas Gerais: 40% do total. Em seguida, Paraná, Pernambuco e Ceará contribuem com cerca de 30% do número. Já Estados como Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro e Maranhão somam 19%. Outras unidades da Federação brasileira constituem os 11% restantes.
Entretanto, a análise notou que 2,9 milhões de paulistas natos se mudaram para outras regiões do País: 39% deles se deslocaram para Paraná e Minas Gerais; 28% para a Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro; e 16% estão em Pernambuco, Mato Grosso, Goiás e Ceará. Já 17% apresentam movimentação para outros Estados brasileiros.
Os possíveis motivos para esse fluxo migratório são a busca por uma melhor qualidade de vida em cidades menores, com menos índices de violência, trânsito e poluição. O custo de vida no Estado também pode ser um dos motivadores para a mudança, cuja direção é voltada a locais onde os residentes gastem menos para manter um determinado padrão de vida.
*Sob supervisão de Cinderela Caldeira e Paulo Capuzzo
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