Zelda Williams, filha do ator Robin Williams, morto em 2014, respondeu a pessoas que estariam enviando a ela vídeos produzidos gerados por inteligência artificial e que envolvem o seu pai. Atriz e diretora de filmes como “Lisa Frankenstein“, a artista postou um story no Instagram em que pede que conteúdos do tipo deixem de ser publicados.
“Parem de pensar que eu quero ver [os vídeos] ou que irei entender, eu não quero e não irei”, afirmou ela. “Se você está apenas tentando pregar uma peça em mim, saiba que eu já vi coisas muito piores. Eu vou bloquear e seguir em frente. Mas por favor, se você tem alguma decência, pare de fazer isso com ele [Robin] e comigo, com todos na verdade, pare completamente. É burrice, uma perda de tempo e energia e, acredite em mim, não é o que ele iria querer.”
Zelda ainda diz ser difícil de acompanhar “o legado de pessoas reais ser resumido a vídeos que se parecem e soam vagamente como elas”. “Você não está fazendo arte, está fazendo repugnantes salsichas super-processadas com as vidas de seres humanos, com a história da arte e da música, e depois enfiando-as na garganta de outra pessoa esperando que ela dê um pequeno joinha e curta. Nojento”, adicionou a artista.
Ela ainda pediu que as pessoas parecem de se referir à IA como “o futuro”.
A publicação da atriz vem na esteira de uma série de manifestações de artistas de Hollywood contra imagens, vídeos e personagens gerados por IA nos últimos meses. Exemplo disso é a carta que o SAG-AFTRA, sindicato de atores americanos, assinou em setembro contra Tilly Norwood, personagem gerada artificialmente que, segundo os seus criadores, estaria recebendo uma série de ofertas de atuação.
O lançamento do novo aplicativo para vídeos da OpenAI, “Sora 2”, também levantou preocupações, especialmente no que diz respeito ao possível uso de propriedade intelectual, sem autorização, de artistas e empresas de mídia.


