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Serviços de Tecnologia da Informação na USP já têm mais de 60 anos – Jornal da USP


O boletim “Por Dentro da USP” traz uma conversa com o superintendente de TI, João Eduardo Ferreira, que conta mais sobre essa história

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A tecnologia da informação, conhecida como TI, vem ganhando cada vez mais importância no funcionamento das organizações. A USP já conta com mais de 60 anos de história em serviços de TI, desde a chegada do primeiro computador, em 1961, ao Centro de Cálculo Numérico da Escola Politécnica para uso em aulas. Logo depois, outras faculdades começam a utilizar o equipamento. Em 1965, o centro passou a processar vestibulares, e, em 1966, foi criado o Centro de Computação Eletrônica, que hoje é a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI).

Para falar sobre essa evolução e os novos desafios, o boletim Por Dentro da USP de hoje fala com o superintendente de TI da Universidade, professor João Eduardo Ferreira.

João Eduardo Ferreira – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

“A evolução da TI pode ser descrita por meio dos avanços de interface, processamento e armazenamento de dados. Esses avanços são cíclicos e espiralados, e apresentam novas formas e dispositivos de interface, processamento e armazenamento de dados. Por exemplo, no início tínhamos a ordem de bits para representação e armazenamento de dados. Atualmente temos a ordem de zettabytes. Inicialmente as linguagens de programação estavam muito próximas das máquinas e exigiam dos humanos o aprendizado de códigos sofisticados e complexos. Atualmente as máquinas estão se aproximando da linguagem humana. Assim, os obstáculos sempre foram descritos pelas limitações dos dispositivos de interfaces, processamento e armazenamento de dados. O desenvolvimento desses dispositivos viabilizaram e facilitaram os avanços dos processos de digitalização que otimizam e impulsionam o desenvolvimento da Universidade”, comenta, lembrando que, recentemente, o Espaço USP Integração & Memória, da Reitoria da Universidade, apresentou uma exposição com elementos representativos dessa trajetória. “O acervo possui alguns equipamentos e dispositivos utilizados pela TI da USP ao longo dos 60 anos e que foram preservados ao longo do tempo. Eles revelam soluções e limitações ao longo da história de evolução da TI”, informa. Mesmo com o fim da mostra, os interessados podem conhecer os objetos na própria STI, mediante agendamento pelo e-mail sti@usp.br.

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Posted: 10/10/2025

O gestor lembra de um dos momentos de maior relevância e visibilidade do setor, em 2020, quando a STI teve papel central para manter a USP funcionando: “Durante a pandemia de covid-19, a STI estava num nível de digitalização muito avançado, tanto dos processos acadêmicos como administrativos da Universidade. Esse nível de digitalização permitiu o acesso remoto aos serviços computacionais necessários para as atividades administrativas e acadêmicas e, mais concretamente, para as atividades didáticas a distância. Durante esse período ficou evidente não apenas a robustez e a resiliência do nível de digitalização existente, mas também a importância de investimentos de recursos financeiros cada vez mais significativos. Atualmente os desafios e as atenções estão ligadas à segurança digital e uma melhor acessibilidade dos sistemas computacionais”.

Por fim, Ferreira destaca uma conquista recente da USP em termos de tecnologia: “Acabamos de inaugurar o backbone da USP, que vai se integrar ao Backbone SP. Trata-se de uma infovia digital com grande capacidade para transmissão de dados, que atualmente pode chegar a 400 Gbits. Essa capacidade de transmissão de dados permite uma melhor integração lógica dos campi da USP como se estivem um ao lado do outro. Em outras palavras, essa infovia elimina ou reduz significativamente a distância física entre os campi da USP”.

Em comemoração aos 60 anos de TI na USP, a STI produziu e publicou uma revista especial, que traz dados e fotos históricas. A edição em PDF pode ser conferida neste link.



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