“Por isso, mais estudos são necessários para avaliar a prevalência dessa reação, caracterizar as populações e avaliar possíveis associações entre a genética e esse evento.”
A agranulocitose é um evento adverso muito raro e o medicamento continua sendo um medicamento considerado seguro para a população brasileira, ressaltam Giovana Fidelis e Carolina Dagli Hernandez. “No entanto, se o paciente apresentar sintomas como febre repentina, calafrios, dor de garganta, aftas e fraqueza geral após a ingestão de dipirona (especialmente em caso de uso prolongado), recomendamos que ele procure um médico imediatamente para avaliação.”
“Além disso, é muito importante que, em caso de suspeita de agranulocitose induzida por dipirona, os pacientes e profissionais de saúde reportem à Anvisa, ainda que seja somente uma suspeita”, indicam as pesquisadoras. O estudo foi resultado de uma colaboração internacional, que contou com pesquisadores da FCF, da Faculdade de Ciências Médicas e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp. Também participaram do trabalho a Universidade de Surabaya (Indonésia), o Uppsala Monitoring Centre (Suécia) e a International Society of Pharmacovigilance (ISoP) na Suíça.
Mais informações: emails giovanafsfidelis@gmail.com, com Giovana Fidelis, e carolina.hernandez@usp.br, com a professora Carolina Dagli Hernandez
*Estagiário sob orientação de Moisés Dorado


