domingo, maio 17, 2026
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Nobel de Economia destaca poder das ideias e da inovação no crescimento global – Jornal da USP


Pesquisas premiadas em 2025 reforçam o papel da destruição criativa e da liberdade para novas ideias como motores do desenvolvimento — e trazem lições importantes para o Brasil

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Nesta edição de sua coluna, o professor Luciano Nakabashi fala sobre os vencedores do Nobel de Economia de 2025 e a importância de seus respectivos trabalhos, a começar por Joel Mokyr, que ganhou metade do prêmio por suas contribuições na história econômica, sobretudo do porquê de a Revolução Industrial ter ocorrido na Europa e, particularmente, na Inglaterra do século 18. “Ele traz bastante desses elementos para tentar entender o porquê do surgimento ali na Europa, e particularmente na Inglaterra, da Revolução Industrial, que foi uma grande mudança quando a gente olha a questão do crescimento dos países de forma sustentável. A partir da Revolução Industrial os países começaram, de fato, a apresentar um crescimento econômico de forma sustentável.”

Em seguida, Nakabashi fala sobre os outros dois vencedores do Nobel de Economia, Philippe Aghion e Peter Howitt, cujas contribuições residem em um modelo matemático no qual introduzem a ideia de Joseph Schumpeter da destruição criativa. “Esse processo de destruição criativa é o processo onde novas ideias vão surgindo e aplicadas produtivamente, e essas ideias acabam fazendo com que surjam novos produtos, novos serviços, produtos e serviços feitos com um custo menor e onde esses produtos acabam substituindo aqueles anteriores […] eles conseguiram fazer isso no modelo matemático, onde fica mais visível a relação entre a importância desse crescimento econômico, que é derivado desse processo de novas tecnologias, novos conhecimentos e tecnologias que vão surgindo e no processo de destruição criativa, onde esse novo conhecimento vai suplantando aquele anterior e vai tirando do mercado aqueles produtos que existiam anteriormente.”

O colunista passa a analisar o que o Brasil  pode aproveitar do conhecimento que foi gerado por esses economistas. “Quando a gente considera o Brasil, eu acho que tem lições bastante importantes, de uma forma geral, dessa questão do processo da geração de novas ideias, de um ambiente que seja favorável ao surgimento de novas ideias, absorção de novas ideias, a troca de ideias entre as pessoas, entre instituições do Brasil com outros países […] ele é muito dependente da absorção de novos conhecimentos que são gerados em outros países, que estão lá na fronteira do conhecimento, como a gente faz para absorver e também, claro, estimular um ambiente que seja favorável ao surgimento de ideias no Brasil. E isso é bastante importante. Quando a gente vai pensar no funcionamento do mercado, qualquer política que favoreça monopólios acaba sendo muito ruim a determinados setores manter o status quo de uma forma geral, porque é exatamente monopólio, exatamente o status quo que faz com que surjam pessoas, empresas, instituições contrárias a novas ideias, porque essas novas ideias vão provocar mudanças econômicas que vão mexer com quem está no poder.”


Reflexão Econômica
A coluna Reflexão Econômica, com o professor Luciano Nakabashi, vai ao ar quinzenalmente,  quarta-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.

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