Popularmente conhecido como “Vão da FFLCH”, o espaço central do prédio dos cursos de História e Geografia foi ocupado por sáficas que entravam e saíam de uma roda. Das 18h30 até as 20 horas de uma sexta-feira chuvosa, as pessoas se reuniram para assistir a lésbicas e bissexuais apresentando características estereotipadas de forma exagerada e irônica.
Na categoria individual, as competidoras se caracterizavam com mosquetões, leques de arco-íris, bonés para trás, skates, baggy jeans, couros, botas e saltos altos. Discos de Gal Costa, Maria Bethânia e Chappell Roan, comuns entre o grupo, eram levantados para o público. Já na categoria de casal, além da aparência, as participantes contavam a forma como se conheceram – como na escola – ou que o relacionamento começou a distância.
A primeira seleção de vencedoras foi decidida pelo volume de gritos e aplausos. Depois, quando sobraram menos candidatas, a seleção ocorreu por meio de uma enquete no Instagram. As vencedoras, três na categoria individual e um casal, ganharam ecobags com a escrita “sáfica mais performática da USP” e broches com símbolos do Lesbicusp. Aquela que ficou em primeiro lugar levou um vaso de planta com cerca de 40 cm de comprimento para o palco. Mas, afinal, por que isso seria performático? E de onde vieram essas competições?


