domingo, maio 17, 2026
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Risco de guerra nuclear é uma preocupação atualmente na ordem do dia – Jornal da USP


Escalada de conflitos entre potências reacende temor de uma catástrofe global, o que poderia significar o fim da vida humana na Terra

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“A situação mundial está bastante preocupante. Não dá para excluir uma guerra”, adverte o professor Renato Janine Ribeiro, na opinião de quem o problema de uma guerra hoje é a possibilidade de  envolver as potências que têm bomba atômica: “Quando a gente fala de uma guerra generalizada, uma guerra mundial, uma guerra equivalente aos conflitos locais, é claro que vai ser uma guerra com países que têm bomba atômica”, o que incluiria, além de Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China, vários outros países, como Índia, Paquistão e mesmo Israel, “que todo mundo sabe que tem, mas que não publica o fato de ter, então é muito possível que algum conflito acabe se alastrando e, se um país com bomba atômica estiver presente nisso, vai ser muito complicado, porque são países que têm o poder de destruir o mundo. Bom lembrar também que, se alguém explodir uma bomba atômica, e isso levar a outras bombas atômicas, acaba a vida humana na Terra. Uma guerra nuclear é uma guerra possivelmente fatal para a humanidade e a frase famosa, que tem vários autores, de que não se sabia como seria a Terceira Guerra Mundial, mas que a quarta seria lutada com pedras e paus, ou seja, o retrocesso da sociedade, da humanidade seria tal, que nós não teríamos sequer nada mais em uso do que pedras e paus para lidar, para fazer guerra, da mesma forma que não teríamos provavelmente mais fogão a gás, não teríamos nada do que a gente chama de civilização e progresso”.

O temor do colunista reside no fato de os conflitos estarem se generalizando. “A Rússia, embora pudesse talvez ter razão em não querer que a Otan chegasse tão perto do seu terreno, há quase quatro anos decidiu simplesmente invadir um país soberano e tirar uma parte dele. Os Estados Unidos provocaram a Rússia nessa história e provocaram mais ainda a China. O que os Estados Unidos fizeram com a China desde o governo Biden é assustador. Não estou idolatrando a China, sei que ela tem defeitos, mas é um país que tem feito um belíssimo trabalho para reduzir a miséria no seu povo. Esse trabalho é importante, e a China, embora seja atacada como imperialista pelo Ocidente, não tem marinha em nenhum oceano longe dela; ao contrário dos Estados Unidos, a China não patrocina golpes em outros países, pelo menos nos países distantes, então temos hoje uma situação curiosa em que os Estados Unidos acusam constantemente Rússia e China de quererem anexar outros territórios, tomar outros países, quando quem faz isso sistematicamente são os próprios Estados Unidos e ainda, em larga medida, a França, pelo que se chama em francês Françe afrique, França/África, que é a ligação bastante indecente entre os serviços secretos da França e os de vários países africanos que são praticamente mantidos sob tutela francesa […] nós temos uma situação bastante preocupante e, se alguns desses conflitos que estão localizados se juntarem, se somarem, se multiplicarem, nós podemos ter uma guerra, e isso é muito grave”, adverte.


Ética e Política
A coluna Ética e Política, com o professor Renato Janine Ribeiro, vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP,  Jornal da USP e TV USP.

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