sábado, maio 16, 2026
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Arte que cuida! Hospital Itaci inaugura mural para transmitir acolhimento e amor – Jornal da USP


O Itaci é um hospital público ligado ao Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade que integra o Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A partir de uma exposição de desenhos produzidos por crianças hospitalizadas no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci) e de uma análise do entorno do prédio, surgiu a ideia de fazer uma intervenção nos muros da instituição. Para tornar a iniciativa uma realidade, foi convidado o muralista Gabriel Menezes, mais conhecido como Mena, que junto com alguns amigos, também artistas, entregaram ao Itaci o mural Arte que cuida. A cerimônia de inauguração da obra de arte aconteceu na manhã do último dia 22 de outubro, na sede do instituto. 

O Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci) é um hospital público que iniciou suas atividades em 2002, e é ligado ao Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade que integra o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O Itaci oferece tratamento para crianças e adolescentes diagnosticados com câncer e outras doenças hematológicas ou raras, de 0 a 18 anos.  

De acordo com a diretora executiva do Icesp, Joyce Chacon Fernandes, assim que o Icesp assumiu a gestão do Itaci, “iniciamos um diagnóstico de toda a infraestrutura do entorno do prédio”. O muro sem graça que ficava em trechos da ruas Oscar Freire e Galeno de Almeida e da Avenida Doutor Arnaldo, no Bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, foi transformado em 400 metros de muita cor e alegria. A obra coletiva mudou a paisagem do lugar com desenhos que remetem ao acolhimento e à valorização do ambiente hospitalar. Para a elaboração do mural, Mena contou com os amigos artistas Aleksandro Reis, Mauro Veracidade, Clara Leff, Renato Gave, AFolego, Igana, Cusco Rebel e Rafaela Sanches.

Grupo de artistas que trabalharam na elaboração do mural – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Alegria e esperança

Para a artista urbana AFolego, foi uma honra participar da realização do mural trazendo um pouco de cor, alegria e esperança para o entorno do local. “Me sinto muito honrada pelo convite. Na minha obra retratei uma mãe acolhendo um bebezinho, que significa amor mais puro, e também para representar que, na maioria das vezes, é uma mãe que traz o seu filho”, declarou.

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O artista visual Cusco Rebel define sua participação para a transformação do espaço como um momento muito especial, por se tratar de um hospital para crianças e que precisava de uma energia positiva. “Foi muito marcante conhecer todo o trabalho do hospital e contribuir para transformar esse espaço em um local mais colorido e lúdico”, comentou Cusco.

O artista Mena acredita que a arte é uma ferramenta de comunicação entre as pessoas e os espaços, e que o convite do hospital para uma intervenção nos muros da instituição, que estavam deteriorados e precisando de uma atenção, fez com que ele convidasse outros artistas, que se identificaram com o projeto. “Quando o hospital entrou em contato comigo, disse que faria, mas como é um mural muito grande para pintar sozinho, convidei oito artistas, amigos próximos que eu tinha certeza que se identificariam com a causa”, disse o muralista.

Para o professor Vicente Odone Filho, oncopediatra do Itaci, a realização desse mural, além de embelezar, traz para funcionários, famílias e para as crianças que frequentam a instituição a sensação de pertencimento e de solidariedade nesse momento difícil que elas atravessam. “Celebramos muito esse mural e temos a certeza que os benefícios que ele traz vão muito além da beleza das paredes pelo lado de fora dessa instituição”, diz Vicente.

Para a artista Clara Leff, pintar no hospital foi um grande presente, pois o espaço destinado à sua obra ficava na entrada do hospital e, por causa disso, ela observava muitos pacientes entrarem e saírem do local cabisbaixos, mas, no entanto, muitos ao olharem para ela pintando abriam um sorriso. “Na minha obra eu quis representar a união de dois supostos pacientes que simbolizam a união e a esperança no olhar”,  disse Clara.

Já para Murilo Santos Sicone, paciente do hospital, que muitas vezes acompanhou a confecção do mural, a obra mudou tudo ao redor, fazendo com que o local não ficasse mais com cara de hospital. “Foi muito legal essa obra, pois ela traz mais vida, fazendo com que aqui não tenha mais cara de hospital, eu amei”, comemorou Murilo.



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