sábado, maio 16, 2026
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Os desafios de cuidar da segurança de milhares de pessoas em diferentes campi universitários – Jornal da USP


O boletim “Por Dentro da USP” aborda o trabalho da Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária e como ela vem atuando nos últimos anos

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A gestão de uma universidade do tamanho da USP exige enfrentar desafios que vão muito além dos aspectos didáticos e científicos. Um deles é a segurança de milhares de pessoas que circulam todos os dias em diferentes campi. São alunos, funcionários e professores, além daqueles que passam pelos espaços para eventos acadêmicos, apresentações culturais, prática esportiva, lazer ou rota de deslocamento. Esta edição do boletim Por Dentro da USP conversa com o superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antônio Visintin, que fala sobre o assunto.

Ele começa destacando a complexidade desta missão: “Nós temos uma população de cerca de 90 mil alunos, 12 mil funcionários, 6 mil professores e mais a circulação de cerca de 50 mil pessoas que fazem parte de outros públicos. Só no campus da capital nós temos um giro diário de 30 a 40 mil carros. Por isso, temos a preocupação de orientar todas essas pessoas, por exemplo, fazendo campanhas sobre cuidados importantes e falando sobre como se comportar, assim como é em outras áreas da cidade. A Guarda Universitária está 24 horas patrulhando todos os campi e em São Paulo e Ribeirão Preto temos também a polícia comunitária, que funciona como uma ronda escolar diária e que ajuda muito na redução de ocorrências”.

José Antonio Visintin – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Para Visintin, nos últimos anos houve uma melhora significativa nos índices de ocorrências dentro dos campi da USP, mesmo com os altos números de violência urbana nas cidades em geral. “Essa conquista é resultado de um conjunto de coisas, começando pelo aparelhamento da Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária (SPPU) com carros, motos e, principalmente, o treinamento de profissionais nas áreas de segurança policial militar e civil, de bombeiros, de emergências médicas, para o uso de desfibriladores e operação de equipamentos. A polícia comunitária e as centrais de monitoramento também têm papel fundamental. Muitas vezes, a central de monitoramento detecta problemas no campus e comunica imediatamente o pessoal de campo, permitindo que uma ação seja tomada pela própria Guarda Universitária sozinha ou, se necessário, com a polícia comunitária, o que tem evitado grandes problemas. Hoje nós temos uma ordem de 6 mil câmeras e também o aplicativo de segurança, que funciona 24 horas. Quando você aciona esse dispositivo, toca-se uma campainha e a Guarda vai ao seu encontro.”

Sobre a central de monitoramento, trata-se de um dos destaques recentes dos investimentos em segurança feitos pela USP. “Reformamos as sedes da SPPU em todos os campi e instalamos uma central de monitoramento em cada uma. Elas contam com servidores que gravam as imagens com ferramentas de inteligência artificial. Em cada campus, quem comanda a segurança é o prefeito, já que as características são diferentes para cada um. Cada unidade tem a sua minicentral, claro que também monitorada pela central principal do campus, o que facilita a visualização do dia a dia que acontece nas faculdades. Se precisar de uma gravação de uma imagem, estará gravado tanto localmente, na unidade, como também na central”, comenta Visintin.

Para baixar o aplicativo Campus USP, mencionado pelo entrevistado, acesse o link disponível no site sppu.usp.br. Por meio desta ferramenta, os usuários podem comunicar ocorrências em tempo real para a Guarda Universitária e obter suporte de forma imediata.



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