Pesquisa liderada por americanos descobriu que a chave para essa pergunta pode estar em um gene chamado CIRBP
Por Fabiana Mariz
Em artigo publicado recentemente na revista Nature, pesquisadores americanos mostraram os fatores que contribuem para a longevidade da baleia da Groenlândia, cuja expectativa de vida supera os 200 anos. Este é o segundo maior animal da terra: seu peso pode ultrapassar os 80 mil quilos.
“É fácil imaginar que estudar esse animal não foi nada fácil. A baleia não pode ser criada em laboratório e, além disso, é uma espécie ameaçada e, portanto, não pode ser caçada”, explica Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP. “Mas todos os anos permite-se, no norte da Alasca, caçar alguns animais. E é nessa ocasião que os pesquisadores viajam até lá para conseguir algumas amostras de tecidos, que foram levadas para a Universidade de Rochester em Nova York”.
As amostras foram cultivadas no laboratório, expandidas e analisadas posteriormente. Os resultados surpreenderam os pesquisadores: eles imaginavam que a baleia da Groenlândia vive mais por ter uma maior resistência ao câncer, mas as análises mostraram justamente o oposto.
A pesquisa pode ajudar o grupo de Mayana a pesquisar a longevidade em centenários, projeto iniciado antes da pandemia de covid-19 com o objetivo de descobrir quais são os genes que protegem as pessoas com mais de cem anos.
Decodificando o DNA
A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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