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Coletivo Madrinha Eunice faz roda de conversa na Casa de Dona Yayá – Jornal da USP


O enfrentamento ao racismo e as comunidades do samba são temas do debate no dia 18 de novembro

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Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, o Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP / Casa de Dona Yayá recebe o Coletivo de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice para uma roda de conversa sobre os desafios do enfrentamento ao racismo pela juventude negra e sobre a atuação social das comunidades do samba. Formado por historiadores, jornalistas, artistas, ativistas, sambistas e moradores do entorno, o projeto rememora Deolinda Madre, fundadora da primeira escola de samba paulista, a Lavapés, e tem como principal referência sua neta, Rosemeire Marcondes, que atua como coordenadora e articuladora do grupo. Segundo uma das integrantes, Kennya Macedo, o coletivo realiza ações afirmativas de cultura e educação patrimonial nos bairros da Liberdade, Glicério e Cambuci, como caminhadas educativas, rodas de conversa, rodas de samba e oficinas direcionadas para diversos públicos, buscando abordar  essa região como território negro e patrimônio do samba paulista e paulistano.

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, 20 de novembro, simboliza a resistência e a reflexão sobre a ancestralidade dos povos africanos no Brasil por meio da homenagem ao líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, morto pelas tropas coloniais brasileiras em 1695. A representação dessa data, em contraposição ao dia 13 de maio, ganhou força a partir de 1978 com o Movimento Negro Unificado. Mas somente em 2003 foi oficializada como uma efeméride no calendário escolar, até ser instituída como data comemorativa em 2011 e feriado nacional em 21 de dezembro de 2023.

Kennya Macedo, cantora, palestrante e militante ligada a movimentos negros e equidade de gênero e raça – Foto: Divulgação/Fonte: Trace Brasil

 

Programação

Mesa 1: Juventude negra em São Paulo
Debate sobre as trajetórias e vivências de Clodoaldo Arruda, Celo Martins e Lilith Cristina, ativistas de diferentes territórios, frentes e movimentos, engajados na produção de cultura e enfrentamento ao racismo, às violências e vulnerabilidades que atingem os jovens pretos e periféricos na capital.

Com Clodoaldo Arruda, filósofo, rapper, produtor musical e militante; Celo Martins, skatista, educador e ativista social e Lilith Cristina, atriz, produtora cultural, realizadora audiovisual e arte-educadora. Mediação: Kennya Macedo, do Madrinha Eunice.

Mesa 2: O samba das comunidades
Debate sobre a atuação social e política das comunidades de samba, procurando compreender seus objetivos, organização, ações e estratégias enquanto espaços de integração comunitária, preservação e produção da cultura do samba na cidade de São Paulo.
Com Fabiana Marques, do Reduto do Samba de São Mateus; Marcos Vinicius Maia, do Pagode na Lata e Fernando Ripol, do Samba do Congo. Mediação: Aline Pizzol, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Serviço

Roda de Conversa: Coletivo de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice
Data: 18 de novembro (terça-feira), das 19h30 às 21h30
Local: Centro de Preservação Cultural da USP / Casa de Dona Yayá
Endereço: Rua Major Diogo, 353 – Bela Vista – SP
Atividade presencial gratuita, sem necessidade de inscrição. Os interessados poderão solicitar certificado de participação



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