A classificação se propõe a fornecer uma avaliação do desempenho universitário na pesquisa colaborativa, mostrando quais instituições estão mais bem equipadas para fomentar um ambiente acadêmico que integra diversas áreas científicas e, em alguns casos, as ciências sociais. Além de servir como ferramenta de análise de comparação e referência para as universidades, o ISR é formatado para dar suporte ao planejamento de estratégias institucionais e políticas de apoio interdisciplinar, além de ajudar estudantes e acadêmicos a identificar instituições líderes em pesquisa interdisciplinar e a entender quais áreas cada universidade fortalece. A proposta é, dessa forma, incentivar as universidades a alocar recursos e a estabelecer políticas que apoiem a pesquisa voltada para a solução de problemas complexos que não podem ser resolvidos por uma única disciplina.
A metodologia do ISR 2026 avalia as universidades por meio de 11 métricas agrupadas em três pilares que traduzem etapas do ciclo de vida da pesquisa: insumos, processo e resultados. No pilar insumos, que pesa 19%, são consideradas as verbas para pesquisa interdisciplinar (8%) e o financiamento da indústria (11%). No processo, com peso de 16%, mede-se quatro dimensões: existência de metas claras para pesquisas interdisciplinares, instalações físicas dedicadas, suporte administrativo e sistemas de promoção que reconhecem esse tipo de trabalho, cada uma delas valendo 4%. Por sua vez, o pilar resultados, responsável por 65% da pontuação final, avalia o número de publicações interdisciplinares (10%), a proporção dessas publicações em relação ao total (5%), a sua utilidade fora da disciplina original (5%), a qualidade das publicações por meio de citações (20%) e a reputação institucional, medida por uma pesquisa entre pesquisadores ativos (25%).
Os dados combinam informações declaradas pelas próprias instituições com dados bibliométricos: o ISR 2026 usa mais de 174,9 milhões de citações entre 2020 e 2024, extraídas da base Scopus. Para se qualificar, uma universidade deve ter publicado pelo menos 100 artigos interdisciplinares nesse período, contar com no mínimo 50 pesquisadores nas áreas de ciências elegíveis e submeter os dados usados também no World University Rankings da THE.



