Márcio Pelozio cita outras casas editoriais que estarão na Festa. Uma delas é a Seiva, pequena editora porto-alegrense que, além de livros, promove oficinas gratuitas e cursos. Outra é a Selin Trovoar, sediada no extremo da zona sul paulistana, cuja proposta é tornar públicas produções de autores periféricos brasileiros. Seus idealizadores acreditam que a literatura é um direito básico do ser humano. No campo da literatura infantil, Pelozio ressalta a Caveirinha, selo infantil da DarkSide. “Queremos um evento com material que contribua para a biblioteca da comunidade uspiana, mas também para a do público de fora”, conta Pelozio.
A contribuição não para na coleção individual dos leitores. O evento também garante obras para as bibliotecas da USP. Cada mesa gera a doação de cinco livros à Universidade, selecionados por bibliotecários da Biblioteca Florestan Fernandes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e distribuídos pelas faculdades, institutos e outras unidades da Universidade, como a Creche da USP. As doações somam aproximadamente 2.800 volumes.
Para Márcio Pelozio, a Festa do Livro é um projeto abraçado pela Universidade de forma afetiva, por ser uma maneira de dar contribuições à sociedade na forma de incentivo à leitura, segundo ele, um papel fundamental do serviço público na área da educação. “No meu dia a dia, o livro é um instrumento de trabalho, mas ele também é uma forma de lazer. É um companheiro. Incentivar essa dinâmica e criar o hábito de leitura é um dos nossos pilares” diz.



