domingo, março 15, 2026
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Impressões sobre a COP 30 – Jornal da USP


o que realmente marcou a COP 30 foi que, pela primeira vez, um grupo razoável de países disse que é preciso se distanciar dos combustíveis fósseis

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Nesta edição de sua coluna, o professor José Eli da Veiga traz suas impressões sobre a COP 30. “Dez anos depois do famigerado Acordo de Paris, o que nós tivemos foi o que poderia ser chamado de a discórdia de Belém. Embora não seja esse o comunicado final, é sempre necessário dizer que foi sucesso e, de fato, houve um bom número de decisões, por exemplo, sobre adaptação, que podem ser apresentados como resultados positivos, tal, mas o que realmente marcou a COP 30 foi que, pela primeira vez, um grupo razoável de países disse que é preciso se distanciar dos combustíveis fósseis, responsáveis por 80% do problema. Então, até aqui, durante 30 COPs, estava todo mundo dourando a pílula e fingindo que isso não era um problema. Nesse caso, por uma iniciativa em grande parte da Marina Silva, reforçada pelo Lula, o assunto entrou e a Colômbia, que já há tempo, inclusive,  faz parte, é o único país da América Latina que faz parte de um tratado de não proliferação dos combustíveis fósseis, a Colômbia aproveitou e criou um momento de desconforto na reunião, que teve de ser suspensa, etc. Felizmente, depois, tudo foi resolvido com a decisão do presidente da COP, o embaixador Lago, de assumir que, durante esse ano em que ele continuará presidente, ele vai tentar outras maneiras de levar à frente essa ideia”.

Restam agora as dúvidas que ficam para a reunião que será realizada na Colômbia. “Agora, todas as esperanças que normalmente são depositadas nas COPS  precisariam ser levadas para Santa Marta, na Colômbia, onde haverá essa reunião aí com a ajuda da Holanda, principalmente. Não está claro até o momento se a reunião vai ser voltada mesmo para esse tratado de não proliferação que eu já citei, mas o fato é que, se um número razoável de países, quer dizer, se esses países que apoiaram a ideia de ter um mapa do caminho na COP 30, se eles realmente forem atraídos para essa reunião na Colômbia, pode ser o começo de uma coisa alternativa à Convenção do Clima de 92 que nasceu muito complicada. Então, a expectativa é de que tenhamos, a partir do fim de abril  do ano que vem, algo bem melhor do que a convenção e as COPs que dela derivaram”.

Eli da Veiga elabora melhor o tema em sua coluna do jornal Valor Econômico de amanhã (28).


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar quinzenalmente quinta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção na Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.

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